Carnavalha

Adriel Alves
1 min readFeb 3, 2021

Sem carnaval nas ruas
Muita folia no Congresso!
Alegoria horrenda desfila no palanque
Bichos escrotos saindo dos esgotos
Um ultraje aos ternos trajarem insetos
Na capital da nação fingem-se de corretos
Abram alas, vai começar o carnavalha!
Cortando a torto e a direito o direito alheio
Vai passar o bloco dos canalhas
Vossas Excelências, corja desprezível
Na concentração, o bloco dos vendidos
Puseram à venda os olhos por alguns milhões
E milhões de pobres sem um tostão...

Estão felizes na plateia os palhaços
Pão e circo e a vida dá pro gasto
Olha quem vem lá, a ala presidencial
Com adereços de leite condensado
E o endereço de uma vergonha federal!
A rainha da bateria, Maria Cloroquina
Não quer saber de vacina! Quer nada
Acabou a corrupção, acabou a mamata
É mentira!
"Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamar!"
Dançam pierrôs com mamadeiras fálicas
E segue animado o Carnavalha!
"Pode cortar isso daí, tá ok!?".

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Adriel Alves

Poeta e cronista. Integrante do portal Fazia Poesia. Instagram: @purapoesiaa. Gostou do conteúdo? Se inscreva no link: https://adriel-alves.medium.com/subscribe