Linha J462

Ao sinal, a corrida inicia
Cruzam a faixa amarela
Costuram-se, perdem a linha.

Os dias se repetem, rotina
Olhares vagos vagueiam nos vagões
Passeiam os pássaros prisioneiros
Feições frias fazem filas
Transitam em transe os transeuntes.

Vidas estagnadas
em alta velocidade
Sardinhas enlatadas
O odor do dia longo
O hediondo percurso
Em toda santa manhã
e no diabo de toda tarde!

O vil metal, frio, parte
Estação por estação
Gente sai, gente entra
Gente senta, gente levanta
Gente amansa e esquenta
no vil metal, frio, que
parte...

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Poeta e escritor. Integrante do portal Fazia Poesia. Instagram: @purapoesiaa. Gostou do conteúdo? Se inscreva no link: https://adriel-alves.medium.com/subscribe

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Adriel Alves

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