Mortos-vivos

Foto por Javardh no Unsplash

O rigor mortis das vontades
condena-nos ao inerte
A lividez que não escorre
pelos dentes brancos
demonstram que a carne
pode estar fresca
mas as entranhas repletas
de necrófagos.

O armário sepulta
um mar de esqueletos
Na garganta um coaxar
digno de lagos!
Um cubo mágico solitário
ainda caótico
sonhando com outras formas
Um betta num aquário
achando que o mundo
se resume àquilo
Uma vida imaginária
por favor!
Para fugir da morte
todos os dias
às seis da manhã
ao bip do monitor de UTI…

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Poeta e escritor. Integrante do portal Fazia Poesia. Instagram: @purapoesiaa. Gostou do conteúdo? Se inscreva no link: https://adriel-alves.medium.com/subscribe

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Adriel Alves

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