Passagens

Vez ou outra alguém passa
Passarinho em parapeito
Brisa breve ou tempestade
Já vai tarde ou foi tão cedo.

Seria para a vida inteira
Prometeram os lábios
Nada sábios
Deram um tempo
e não o reclamaram.

Tão natural a partida
Essas por qual não torcemos
Sequer nos tocamos
Quando o toque vira aceno.

Risos morreram ontem
E o que teremos para hoje?
Encher a boca de lembranças
Na mesa de jantar.

Às vezes, adeus é silêncio
Dente-de-leão dente de leite
Vez em quando, o vento canta nomes
Mas é só da boca para fora.

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Poeta e escritor. Integrante do portal Fazia Poesia. Instagram: @purapoesiaa. Gostou do conteúdo? Se inscreva no link: https://adriel-alves.medium.com/subscribe

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Adriel Alves

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