Poesia Silvestre

A poesia não tem dono
é dos olhos de quem lê
Não há quem domestique
Selvageria não tem lei
Onça-pintada na tela do pantanal
Injaulável, eu já tentei
Mas ao pousar no dedo
Cai nos braços de Morfeu.

Esta água que não mata a sede
Quanto mais sorvo, mais afundo a raiz
no encalço do lençol freático do eu
Cada vez que apunhalo o solo
mais frondo minhas vestes
com aviamento de botão de flor.

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Poeta e escritor. Integrante do portal Fazia Poesia. Instagram: @purapoesiaa. Gostou do conteúdo? Se inscreva no link: https://adriel-alves.medium.com/subscribe

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Adriel Alves

Adriel Alves

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