Silêncio

Às vésperas do sono escuto estranhos estalos
Empreendo busca à fonte do ruído fantasmagórico
Era uma aranha enrolando a presa para o jantar
Estalidos que se tornaram estampidos na cortina gótica
Fiquei pasmo por ouvir tamanha pequeneza.

O silêncio traz à tona o som do vazio
Dá luz ao imperceptível, dá voz ao vento
Pare ecos, onde enfim nos ouvimos
E nem sempre agrada o que vem de dentro
Às vezes, esmaga a cabeça o som do pensamento.

Gosto de escutar silêncios
O nada esconde muita coisa
Na língua no imperceptível fala a poesia
Para percebê-la, só quem não vê,
sente.

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Poeta e escritor. Integrante do portal Fazia Poesia. Instagram: @purapoesiaa. Gostou do conteúdo? Se inscreva no link: https://adriel-alves.medium.com/subscribe

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Adriel Alves

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