Teoria do Caos

O alarme me esqueceu
Levantei como lebre
É tarde até que arde!
Um galho gritou
sob meus pés
Pássaros revoaram
Ela sobressaltou
Banhou-se com café
Atrasei para o trabalho
Ela praguejava
Foi pedir outro café
Vesti há pouco o avental
Ela abriu a porta
A vi do balcão
Blusa tingida de cafeína
E belos olhos de âmbar
Atendi de pronto
Ela tropeçava nas palavras
Eu caía em todas elas
Lhe dei outro café
Me dei de lembrança
O troco foi dois olhares
Ela entrou com carranca
E saiu com riso inédito
Voltou de novo outro dia
Para ver o mesmo filme
Deslumbramo-nos
Até hoje a aliança mora no dedo.

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Poeta e escritor. Integrante do portal Fazia Poesia. Instagram: @purapoesiaa. Gostou do conteúdo? Se inscreva no link: https://adriel-alves.medium.com/subscribe

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Adriel Alves

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