Viver é Mortal

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Os anos voam
para fora das mãos
E cada vez menos
borboletas no estômago
E cada vez mais
bichos de sete cabeças.

De que me servem as mãos
se esvaem delas
tudo o que quero seguro
De que me servem as pernas
se bambeiam ou congelam
quando deveriam correr
De que me serve o corpo
se a cada segundo
vai um naco aos abutres.

Está na lei da vida
que tudo deve morrer
E o tempo, poder constituinte,
assinou embaixo
Diz o tempo, pagando de sábio,
que as coisas morrem
para que sejam apreciadas
Ninguém vai rememorar
uma flor apodrecida sobre a grama
Mas enquanto as borboletas dançavam
e as abelhas melavam as patas com seu pólen
Ali aquelas pétalas eternizaram nos olhos.

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Poeta e escritor. Integrante do portal Fazia Poesia. Instagram: @purapoesiaa. Gostou do conteúdo? Se inscreva no link: https://adriel-alves.medium.com/subscribe

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Adriel Alves

Adriel Alves

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